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Jogos Olimpicos

Inovação e eficiência para a velocidade e resistência. São características que fazem parte da carta de apresentação de uma das criações da indústria portuguesa, cuja excelência acaba de ser confirmada  nos Jogos Olímpicos de Londres.

A alta velocidade na pista de tartan ou a flutuar sobre as águas de Londres passou por material inovador,concebido e produzido em Portugal.

Em primeiro, corramos para Barcelos, município com 120 mil habitantes, no Minho, no norte de Portugal, local da sede da P&R Têxteis. É uma empresa criada em 1982, que nos primeiros doze anos teve carácter tradicional no têxtil, produzindo t-shirts e sweatshirts. Em 1994, passou, como explica o seu administrador Duarte Nuno Pinto, a dedicar-se “à inovação nos produtos processos e tecnologias na  criação de material técnico e desportivo”. A P&R Têxteis tem cerca de 200 funcionários e cultura de laboratório.

Vamos agora às pistas de atletismo onde os campeões fazem magia. Todos já terão ouvido  falar de um Usain Bolt, showman e atleta com pernas de ouro que o fazem parecer mais rápido que o tempo. O que poucos saberão é que o equipamento que o jamaicano utiliza para somar recordes é criado por portugueses em Portugal! O homem mais rápido do mundo, vencedor nas provas de 100 e 200 metros dos últimos Jogos, é apenas um exemplo de vários campeões que utilizam material luso, produzido precisamente pela portuguesa P&R Têxteis, que se coloca assim na pole position a nível mundial (ou não fosse Bolt sinónimo de estar na frente). Utilizando um sistema de colagens ultrasónicas que permite aos atletas um melhor desempenho, o sucesso do material português venceu todas as distâncias e evidenciou-se também nos pódios dos cinco mil e dez mil metros masculinos.

É equipamento para alta velocidade mas também para resistência. A velocidade do sucesso da produção portuguesa alia-se à sua sustentabilidade como fica provado pelo resultado obtido nas maratonas. O tecido produzido pela empresa sediada em Barcelos não teve galo e resistiu perante o desgaste. Foi mais além - garantiu a vitória dos atletas nas provas masculinas e femininas onde, aliás, Portugal tem histórico de sucesso com nomes como Carlos Lopes e Rosa Mota, entre outros.  Em Londres, a indústria portuguesa de excelência arrebatou pódios em série!

Mas não só no atletismo a produção nacional foi líder nos últimos Jogos Olímpicos. Sabia que 75% das 200 embarcações que deslizaram sobre as águas londrinas foram feitas em Portugal? Remando contra a maré, a Nelo Kayaks, empresa de Vila do Conde, venceu. Navegou mais rápido e as suas embarcações (de canoas a caiaques) conquistaram 26 medalhas. Tudo isto ao sabor da produção nacional. Duas delas vieram, inclusivamente, com o cunho desportivo nacional, com a prata de Emanuel Silva e Fernando Pimenta nos mil metros de K2.

Apostando numa relação de proximidade, a empresa mantém uma relação estreita com os atletas com quem trabalha, o que faz com que o Mundo do desporto prefira Portugal para produzir as suas embarcações.

E se em Londres a indústria portuguesa valeu ouro, em Portugal já se corre e rema para o Rio de Janeiro. Em 2016, no Brasil, a indústria portuguesa quer estar presente mais uma vez para, quem sabe, enviar mais uma armada de produção nacional rumo à conquista do ouro olímpico.

 

 

 

 

 

 

 

 

André Santos e António Vieira