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Logotipo

As palavras-chave são: encontro, cruzamento, intercâmbio, aproximação humana. Ricardo Mealha, o designer selecionado para conceber o logótipo do Ano de Portugal no Brasil e do Ano do Brasil em Portugal assume que a sua vivência pessoal, como português que ama o Brasil e que já viveu em São Paulo, também está refletida na imagem que criou: “É um desejo”.

O logótipo começa por nos remeter para o infinito: “É o tanto que quer o Brasil quer Portugal têm na sua vida, na sua cultura, na sua economia. O que o logótipo representa é o encontro dos dois países, numa celebração do presente, sem que algum deles se sobreponha ao outro. Encontram-se no centro do infinito presente e para chegar a esse ponto de encontro há uma auto-estrada que cruza o oceano e representa o desejo de máximo encontro, aproximação e intercâmbio”.

Há uma cor dominante: o verde. É a cor da esperança, sim, mas o verde que o logótipo vai buscar é o da cor das bandeiras dos dois países. “Há uma fluidez nesta aproximação, uma via verde para esse encontro, sem que ninguém se sobreponha”.

Ricardo Mealha, aos 44 anos de idade, é um nome conhecido do design português. O seu percurso criativo passa pela autoria da imagem gráfica de alguns locais in em Lisboa, como a discoteca Lux/Frágil, a Bica do Sapato e a Loja da Atalaia. É também responsável pela imagem corporativa da Biblioteca Nacional, da Companhia Nacional de Bailado, do Ministério da Cultura, do Museu da Presidência da República e da Casa das Histórias/Museu Paula Rego, entre outros trabalhos. Por eles járecebeu dezenas de prémios e outros reconhecimentos internacionais.

No final de 2009, Ricardo Mealha decidiu mudar-se para São Paulo. Ficou tão fascinado que decidiu, antes ainda de desenvolver a sua atividade como designer, criar um livro sobre São Paulo. É um livro de fotografias, que reflete outra vertente de Mealha, a de fotógrafo: “O livro [Sampa/São Paulo, apresentado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2011]é um meu contributo a São Paulo em retribuição do prazer que me deu encontrá-la. É um livro que mostra retratos de pessoas, da arquitetura e da natureza, em suma, o meu olhar de designer sobre o que me atrai em São Paulo”.

Na conversa com Ricardo Mealha vem constantemente à tona a sedução pelo Brasil: “É um país com uma visão sobre a cultura completamente contemporânea, sendo que a cultura é muito do que faz um país andar para a frente”. Conhece bem o Brasil, onde já viveu: “Acredito que este duplo evento de aproximação entre os dois países vai ser um sucesso e vai ajudar a projetar uma nova imagem de cada um dos países no outro. Vai desfazer preconceitos que há de um lado e do outro.” Mealha insiste: “Gostava muito que houvesse uma auto-estrada entre Portugal e o Brasil. Pessoalmente, gostando de Espanha e de Angola, sinto-me muito mais brasileiro do que espanhol ou angolano. Sinto que os brasileiros são da minha família, são meus primos. O logótipo é um desejo. Dá-me muito gozo contribuir para aproximação de Portugal e do Brasil”.

 

 

 

 

 

 

 

Ricardo Mealha

 

André Santos e António Vieira